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A inovação das startups chega ao setor eletroeletrônico do Paraná

A partir deste ano, associados terão oportunidade de participar de incubadoras oferecidas pela Fiep em parceria com o Sinaees- PR e a Abinee

As startups estão em crescimento no mundo e no Brasil. A Associação Brasileira de Startups já possui mais de quatro mil empresas cadastradas, sendo que o Paraná é o quinto estado com maior número de filiadas. Esse novo modelo de negócio, que começou a se desenvolver no país a partir de 2011, é voltado à criação de novos produtos inovadores e acaba indo ao encontro da Internet das Coisas, que cria um sistema de conectitvidade e comunicação integrada em toda a sociedade, desde controlar equipamentos de uma casa por meio de aplicativos até sensores para iluminação pública.

Esse é um amplo mercado para o setor eletroeletrônico e para ajudar os empresários a não perder essa fatia do mercado, o Sinaees-PR está lançando, em parceria com a Federação das Indústria do Estado do Paraná (Fiep), um programa para incubação de startups voltadas para a área de Cidades Inteligentes, que utiliza a (Internet of Things) e a Tecnologia de Informação e Comunicação para melhorar a eficiência da gestão pública. “A indústria eletroeletrônica está totalmente ligada ao desenvolvimento das Cidades Inteligentes, que não inclui somente medição de energia ou iluminação. É preciso um sistema de conectividade, no qual é possível utilizar uma série de tecnologias que auxiliem a promover mais eficiência, como controles de acesso para escolas, sensores que auxiliem no controle da coleta de lixo ou gestão de estacionamentos, etc.etc.”, afirma Álvaro Dias Júnior, presidente do Sinaees-PR.

Para o desenvolvimento de novos softwares, produtos ou serviços para esse sistema de conectividade, explica o presidente do Sinaees-PR, as startups são fundamentais, já que nem sempre é possível realizar um projeto de inovação dentro de uma indústria. “Hoje, em uma grande empresa, com muitos prazos e retornos definidos, nem sempre é fácil criar um novo produto. Então, um associado que tem uma ideia que gostaria de desenvolver fora de sua empresa, pode utilizar a incubadora”, sugere.

O apoio especializado oferecido pela incubadora é necessário para o projeto se desenvolver e obter sucesso, já que os interessados terão a ajuda necessária para ter viabilidade econômica. Uma pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, revelou que 30% das startups acabam fechando as portas por problemas como dificuldade de acesso a capital e obstáculos para entrar no mercado. “Vamos dar todo o suporte necessário para os nossos associados desenvolverem os seus projetos, que podem ter investimentos de grandes empresas e serem incorporados por eles ou, ainda, ser feito um spin-off, que é separar algum produto ou serviço criado na startup em uma nova empresa para gerar um negócio específico e, no futuro, até ter eventuais acionistas”, considera Álvaro Dias Júnior.

As incubadores oferecidas para os associados ficarão localizadas na Unidade Sesi – Campus da Indústria do Sistema Fiep, onde está sendo montada uma infraestrutura para a criação dos projetos selecionados. “Estamos criando, por meio de um comitê, um modelo com regras para a incubação. O que podemos adiantar é que, para a seleção, os interessados terão que fazer uma apresentação de 15 minutos sobre a ideia de seu projeto”, revela Álvaro Dias Júnior. Nos próximos meses, serão divulgados comunicados de como participar pelos meios de comunicação do Sinaees-PR. “Nosso objetivo é ter a primeira startup incubada até o mês de junho”, complementa.

O que é uma startup?

O conceito de startups surgiu nos Estados Unidos e só se tornou popular no Brasil na década de 1990, com o surgimento de diversas empresas de tecnologia baseadas na internet, segundo a Associação Brasileira de Startups. A principal característica de uma startup é o ambiente da incerteza, pois ela é uma empresa em estágio inicial buscando uma solução produtos e serviços inovadores que ainda não sabe se é sustentável no mercado.

Após uma comprovação da viabilidade do que está se criando, é necessário ter uma junção de custos baixos com crescimento rápido e altos lucros. Para isso, é utilizado um modelo de negócio repetível e escalável, ou seja, ele deve ser capaz de produzir o mesmo produto em maiores escalas, mas os custos com a produção devem ter sempre um crescimento inferior ao da produção. Por causa disso, as startups costumam estar relacionadas à tecnologia de informação, pois os produtos e serviços nessa área estar atrelados a criação e a uma comercialização, facilitada pela internet, muito mais barata.

Atualmente, o Brasil já possui 369 incubadoras, 39 aceleradoras e 94 iniciativas de parques privados para startups.

Fonte: Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec)

Novas ideias para um mundo melhor

Criada há sete anos no Campus da Indústria, em Curitiba, a incubadora do Sistema Fiep tem um espaço para jovens empreendedores e profissionais com soluções para a indústria local aumentar a produtividade e otimizar custos por meio de produtos e serviços inovadores. O propósito é engajar, conectar e acelerar cada vez mais negócios relacionados à automação, Internet das Coisas (IoT), realidade aumentada e virtual, inteligência artificial, Big Data e machine learning, sistemas autônomos, entre outros temas da chamada indústria 4.0.

Por uma iniciativa conjunta do Sinaees, Abinee e Sistema Fiep, neste ano serão ampliadas as ações para atender às startups com soluções voltadas às cidades inteligentes ou smart cities. Hoje, a incubadora acelera dez startups e, em breve, terá a capacidade para outras dez, sendo cinco dessas vagas focadas para o segmento, que envolve smart energy, governança, smart water, smart waste, smart infrastructure, smart transport and mobility, smart safety and security, smart education and smartagro.

O objetivo é conectar empresas associadas ao Sinaees e Abinee ao ecossistema de inovação, acelerando empreendimentos e spin offs de empresas de alto impacto a obterem acesso a capital, mercado e gestão. Isso ocorrerá por meio do processo que segue uma metodologia chamada Cerne, que concentra as melhores práticas de gestão de incubadoras validadas pela Anprotec e Sebrae.

A Incubadora do Sistema Fiep conta com estrutura capaz de desenvolver e aperfeiçoar projetos de startups, principalmente com o apoio dos Institutos de Tecnologia e Inovação do Sistema Fiep, além de ampliar sua rede de contato e troca de experiências. Ela dá respaldo para ajudar a estruturar planos de ação e de negócios, desenvolvimento de portfólio de produtos e serviços, além de potenciais investidores e clientes, levando empresas à aceleração rumo ao mercado, aumentando a competitividade.

Os editais de seleção são abertos e contínuos, com opções para duas formas de incubação: Residente – na qual a empresa fica nas dependências da incubadora – e Não Residente. O programa tem a duração de um ano, período no qual são realizadas reuniões para monitoramento de desempenho por meio de indicadores e metas. Para apoiar no seu desenvolvimento, as empresas recebem suporte de rede de mentores e consultores especializados do Sistema Fiep e parceiros.

As empresas interessadas devem passar por uma banca de seleção que avalia o grau de maturidade da empresa, se resolve um problema real, tem viabilidade e mercado, é inovadora, está pronta para ser testada e se tem capacidade de pivotar (mudar) rapidamente enquanto valida sua solução com o cliente, além de CNPJ existente e contribuições em dia.

O processo de seleção é contínuo, em três modalidades: Residente, Não Residente e Softlanding. A Residente oferece espaço mínimo de 15 m2 pelo custo de um salário mínimo nacional (para cada 15 m2)e uma taxa de 2% de retorno sobre a receita líquida, sem equity, com um ano de carência pelo período da incubação. O contrato pode ser prorrogado por um ano. Também com duração de um ano, acesso à rede e ao programa, a modalidade Não Residente não envolve espaço físico. Com custo de metade de um salário mínimo, é indicada para empresas já incubadas que estão validando seu produto em campo. Já a Softlanding é voltada para empresas startups estrangeiras que queiram se estabelecer no Brasil, trazendo atividades de inovação para o País, e segue as mesmas regras da residente.

Os benefícios de estar incubada na Incubadora Sistema Fiep já se mostraram reais. Exemplos são os cases da GoEpik e TauFlow, ambas com excelentes colocações em rankings nacionais e internacionais.

Desde fevereiro de 2018 na Incubadora Sistema Fiep, a GoEpik, focada em indústria 4.0, ganhou o título de startup mais atraente do ano para empresas, de acordo com o ranking do movimento 100 Open Startups de 2017, elaborado a partir de 4 mil avaliações feitas por uma rede de aceleradoras, investidores e grandes empresas brasileiras. Com pouco mais de seis meses de vida, já atende grandes corporações, como Natura, Renault, Bosch e Porto Seguro. Com oito funcionários, já recebeu seu primeiro aporte de investimento de US$ 50 mil, feito pela Porto Seguro em parceria com a Plug and Play Tech Center, uma das principais aceleradoras do Vale do Silício. Cada uma das empresas tem 5% de participação na GoEpik, além de um segundo round de aporte de investidores-anjo com valor não revelado.

A plataforma da GoEpik, que faz uso de tecnologias como Realidade Aumentada, IoT, Machine Learning e Analytics, permite potencializar o conhecimento e guiar visualmente o colaborador em processos que exigem perícia e tomada de decisão rápida como setup, instalação e manutenção de máquinas ou processos de qualidade, além de trazer padronização e educar o colaborador durante a execução, reduz custos não planejados e aumenta a competitividade da empresa. Sua solução de plataforma de Realidade Aumentada da Indústria 4.0 ganhou o prêmio de Startup de Excelência Industrial pela Câmara de Comércio Brasil-Alemanha (AHK), no evento Startups Connected – Conectando Desafios e Soluções Inovadoras, em São Paulo.

A startup TauFlow, graduada na Incubadora Sistema Fiep, a partir de modelos 3D, faz simulações de temperatura e umidade em criadouros de aves e suínos, com 99% de precisão no planejamento e controle de ambientes. Da indústria química, de construção civil e siderurgia, está em fase de tração, recebeu dois aportes, foi finalista inovativa e representou o Brasil em outubro de 2017 no Programa Internacional chamado Leaders in Innovation Fellowships da Royal Academy of Engineering, em Londres. A solução de Ambiência Animal, desenvolvida pela TauFlow, foi selecionada entre diversos projetos no mundo, do qual participaram 16 países.

No entanto, não é só em ranking e prêmios que as startups se beneficiam. As incubadas têm a chance de receber grandes aportes. A Metha e a PlayPet – duas graduadas pela Incubadora Sistema Fiep -, por exemplo, receberam o aporte de 1 milhão de reais cada pelo edital da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). O edital foi lançado em junho de 2017 e tem o objetivo de alavancar empresas na fase final de desenvolvimento do produto. Com focos distintos, as duas foram as únicas do Paraná a ganhar o prêmio, provando que qualquer boa ideia pode ser acelerada pelo Programa de Incubação do Sistema Fiep.

PlayPet

A PlayPet desenvolveu um comedouro que pode ser carregado com até três quilos de ração e é conectado sem fio à rede wifi. Assim, é possível pré-definir os horários para liberar a comida para o bicho de estimação. Também há a possibilidade de liberação do alimento fora dos horários, apertando um botão de liberação no aplicativo. O projeto já evoluiu e novos acessórios estão sendo incorporados ao comedouro, como a câmera de monitoramento, com funções e acesso às imagens no mesmo aplicativo, e um bebedouro inteligente, com medidor digital de nível de água para controle da hidratação do animal.

Metha Soluções

Com foco em matriz energética, a Metha Soluções criou a MCH (Micro Central Hidrelétrica): um equipamento de pequenas dimensões capaz de gerar energia elétrica a partir dos menores pontos de disponibilidade de água e suprir a demanda de energia de até cinco casas de porte médio.

Dez vantagens para participar desta iniciativa do Sistema Fiep, em conjunto com o Sinaees-PR e a Abinee:

  1. Inserção em um Ecossistema denso de tecnologia e inovação;
  2. Conexão ao Sinaees-PR, um sindicato dinâmico e inovador;
  3. Localização em Curitiba, uma cidade inteligente que chama atenção globalmente;
  4. Acesso ao mercado, com apoio do Sistema Fiep e do Sinaees;
  5. Acesso a mentorias e conhecimento de ponta;
  6. Acesso a recursos humanos de alto nível, no ambiente educacional da região;
  7. Acesso a fundos de investimentos, em diferentes estágios;
  8. Acesso a uma infraestrutura completa e dinâmica;
  9. Acesso a um programa de aceleração profissional, executado com sucesso;
  10. Acesso a uma rede nacional e internacional de contatos
2018-04-20T16:34:19+00:00